Reforma de escola se arrasta há meses e deixa alunos em salas improvisadas em Nova Olinda
Notícias do Tocantins – Salas apertadas, atendimento especializado em um espaço sem ventilação adequada e um pavilhão que permanece interditado à espera da conclusão da reforma. Esse é o cenário relatado por profissionais da Escola Estadual Cívico-Militar Professora Hamedy Cury Queiroz, em Nova Olinda, no norte do Tocantins. Segundo os relatos encaminhados à reportagem, as dificuldades se arrastam desde meados de abril e comprometem as condições de ensino. A unidade atende cerca de 300 alunos.
Com a interdição de um dos pavilhões, as turmas foram transferidas para ambientes onde funcionavam a biblioteca, a sala dos professores, o setor disciplinar e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Os profissionais afirmam que os espaços não comportam adequadamente os estudantes. Em uma das salas, o professor teria dificuldade até para circular durante as aulas.
A biblioteca e o AEE passaram a dividir um espaço descrito pelos servidores como uma espécie de depósito, situado na esquina da escola. Segundo a denúncia, o ambiente não tem ar-condicionado nem bebedouro e conta apenas com dois ventiladores, considerados insuficientes para amenizar o calor.
O que diz a Seduc
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que as aulas serão retomadas na próxima segunda-feira (21), com a liberação de oito salas do pavilhão reformado. Segundo a pasta, os espaços garantirão o retorno dos estudantes com segurança.
A reforma geral tem investimento de R$ 1.471.516,06, e a entrega da obra completa está prevista para dezembro. A secretaria também informou que será realizada, nesta quinta-feira (17), uma reunião sobre o andamento da reforma e o cronograma de conclusão dos serviços.
Ainda conforme a Seduc, a gestão da escola elaborou um cronograma de reposição das aulas para assegurar o cumprimento da carga horária e a continuidade da aprendizagem. A nota não detalha as providências para os espaços onde funcionam a biblioteca e o Atendimento Educacional Especializado (AEE), nem esclarece as condições relatadas nas salas utilizadas durante a obra.
Calor compromete atendimento especializado
A situação do Atendimento Especializado é apontada como uma das mais preocupantes. Conforme os relatos, a temperatura elevada e a ventilação inadequada têm dificultado o trabalho da professora e o atendimento aos estudantes com deficiência.
“Aqui é onde está funcionando o AEE, atendimento especializado para os alunos especiais, sala totalmente sem ventilação adequada. A biblioteca também está ficando nesse espaço”, descreve uma das mensagens encaminhadas à reportagem. Os profissionais classificam as condições como insalubres.
Segundo pavilhão também apresenta problemas
Segundo os servidores, a reforma seria executada por etapas: primeiro, no pavilhão interditado; depois, no segundo bloco. Como a primeira etapa não foi concluída, o outro pavilhão continuou em funcionamento e também passou a apresentar problemas, incluindo a queda de parte do forro de uma sala.
Os relatos mencionam interrupção do atendimento em abril por problemas estruturais e uma paralisação mais recente das aulas pelos professores, diante da falta de espaços adequados.
Obra avança de forma irregular, dizem profissionais
Os servidores afirmam que a reforma está em andamento, mas contestam a frequência dos serviços. Segundo eles, trabalhadores passam longos períodos sem aparecer e retornam para executar intervenções pontuais, sem concluir a recuperação dos ambientes.
“Eles ficam mês sem ir. Depois aparecem, puxam um cabo e demoram outro mês sem retomar o serviço”, relata uma professora.
Ainda conforme a denúncia, a presença de trabalhadores teria aumentado após a paralisação das aulas pelos professores. O primeiro pavilhão, entretanto, permanece interditado, segundo as informações recebidas.
Escola teve reforma entregue em 2022
Em junho de 2022, o Governo do Tocantins anunciou a entrega de obras na Escola Professora Hamedy Cury Queiroz, durante agenda do governador Wanderlei Barbosa em Nova Olinda. Na ocasião, também foi realizada uma consulta pública sobre a implantação do modelo cívico-militar.
Fonte: AF Noticias
