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Sintomas de infarto nas mulheres podem ser diferentes e dificultar diagnóstico, alerta HDT

Notícias de Araguaína – As doenças cardiovasculares seguem como uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil e acendem um alerta no Tocantins. Neste 14 de maio, Dia Nacional da Conscientização das Doenças Cardiovasculares na Mulher, o Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), em Araguaína, reforça a necessidade de atenção aos fatores de risco e ao diagnóstico precoce.

A unidade, administrada pela Rede HU Brasil, chama a atenção para um problema que muitas vezes evolui de forma silenciosa. Segundo a médica cardiologista Alinne Macambira, quadros como infarto e acidente vascular cerebral (AVC) exigem vigilância constante, especialmente diante de condições como hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo e alterações hormonais ao longo da vida.

“A saúde cardiovascular da mulher precisa ser acompanhada em todas as fases da vida. Muitas vezes, os fatores de risco são silenciosos e o diagnóstico só acontece após complicações mais graves”, alerta a especialista.

Sintomas diferentes podem atrasar diagnóstico

Um dos pontos que mais preocupam, segundo a cardiologista, é que os sintomas nas mulheres nem sempre seguem o padrão mais conhecido. Isso pode atrasar a busca por atendimento e agravar os quadros.

Nem sempre há dor intensa no peito irradiando para o braço. Em muitos casos, surgem sinais como falta de ar, cansaço extremo, tontura, mal-estar e dores difíceis de identificar”, explica Alinne Macambira.

Gravidez aumenta riscos e exige acompanhamento

Outro momento crítico para a saúde cardiovascular é a gestação. Durante esse período, o organismo passa por mudanças significativas que podem desencadear problemas como hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, eclâmpsia e diabetes gestacional.

De acordo com a especialista, o pré-natal adequado é fundamental para detectar alterações precocemente e reduzir riscos para mãe e bebê.

A gravidez provoca mudanças importantes no sistema circulatório. Por isso, o acompanhamento médico regular é indispensável, principalmente em mulheres com histórico de hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas”, destaca.

Médica ressalta ainda que, em casos de cardiopatias pré-existentes, o cuidado deve ser integrado entre cardiologia e obstetrícia para garantir mais segurança durante toda a gestação.

Fatores específicos da mulher elevam o risco

Além dos fatores tradicionais, algumas condições específicas também aumentam a vulnerabilidade feminina às doenças cardiovasculares. Entre elas estão a menopausa, a síndrome dos ovários policísticos e doenças autoimunes.

A redução hormonal na menopausa pode provocar alterações no colesterol e aumentar o risco de problemas circulatórios”, explica a médica.

Histórico familiar e hábitos de vida inadequados também potencializam o risco.

Prevenção ainda é a principal arma

A orientação médica é clara: hábitos saudáveis continuam sendo a forma mais eficaz de evitar complicações. Alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, controle do peso, abandono do cigarro e acompanhamento médico periódico estão entre as principais recomendações.

Quanto mais cedo a mulher inicia os cuidados com a saúde cardiovascular, maiores são as chances de prevenir complicações futuras. A prevenção ainda é a principal aliada”, reforça Alinne Macambira.

Rede HU Brasil

O HDT-UFNT integra a Rede HU Brasil desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação, a estatal — anteriormente conhecida como Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) — passou por reposicionamento institucional em 2026 e atualmente administra 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, atuando nas áreas de assistência, ensino, pesquisa e inovação.

Fonte: AF Noticias