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Vereador alvo da PF é ex-presidente da Câmara de Araguaína e pré-candidato a deputado

Notícias de Araguaína – O vereador investigado pela Polícia Federal na Operação Palavra-Chave é o ex-presidente da Câmara de Araguaína, Marcos Duarte (PSD). Ele também foi secretário de Estado da Administração do Tocantins durante a gestão do governador interino Laurez Moreira (PSD), no ano passado, e é pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026.

Marcos Duarte presidiu a Câmara Municipal de Araguaína no biênio 2023/2024 e, anteriormente, ocupou o cargo de 2º secretário da Mesa Diretora. Em 2022, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa, ficando como primeiro suplente, com 5.498 votos. Com formação em Direito e Teologia, além de mestrado na área jurídica, o parlamentar também atuou como professor universitário e empresário no setor da construção civil.

A confirmação do nome do parlamentar amplia o alcance político da operação e projeta possíveis desdobramentos tanto na esfera judicial quanto no cenário eleitoral de 2026.

Deflagrada nesta quarta-feira (06/05), a operação apura um suposto esquema de compra de votos durante o pleito municipal de 2024. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Araguaína, inclusive na residência do vereador, por determinação do Juízo da 34ª Zona Eleitoral.

Denúncia investigada

De acordo com a Polícia Federal, os elementos reunidos até o momento indicam a possível atuação de um grupo estruturado para viabilizar práticas como compra de votos, uso de recursos não declarados (caixa dois) e coação de servidores públicos.

As investigações apontam que apoiadores do candidato teriam sido mobilizados para atividades de campanha com pagamentos que não constariam na prestação de contas eleitoral, o que pode caracterizar falsidade ideológica eleitoral.

Um dos pontos centrais da apuração envolve o uso de uma suposta “palavra-chave”. Segundo a PF, o termo funcionaria como um código que deveria ser informado pelo eleitor após a votação, servindo como confirmação do voto e condição para o recebimento de valores prometidos.

Outro eixo sensível diz respeito à possível pressão sobre servidores públicos municipais. Há indícios de que funcionários teriam sido constrangidos a declarar apoio ao candidato sob risco de perda do cargo.

Crimes e possíveis penas

Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação, por corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral, coação e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 17 anos de reclusão.

O nome da operação — Palavra-Chave — faz referência direta ao mecanismo investigado, apontado como forma de controle do voto e liberação de pagamentos dentro do suposto esquema.

Fonte: AF Noticias