
Violência contra mulheres leva a 96 prisões no Tocantins em um mês; 41 por agressões físicas
Notícias do Tocantins – A violência contra a mulher levou à prisão de 96 pessoas no Tocantins durante o mês de outubro, em uma operação que mobilizou forças de segurança em todo o estado. Entre as ocorrências mais graves estão três prisões relacionadas a tentativas de feminicídio, além de dezenas de casos de agressão física, ameaça e descumprimento de medidas protetivas.
Os números fazem parte do balanço da segunda edição da Operação Mulher Segura 2026, coordenada no estado pela Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), em parceria com órgãos estaduais, municipais e federais.
Das 96 prisões registradas, uma ocorreu em cumprimento de mandado judicial. As demais foram realizadas durante as ações policiais desenvolvidas ao longo do mês.
Os dados mostram que a violência física esteve entre as principais causas das prisões, com 41 ocorrências de lesão corporal. Outros 25 casos envolveram ameaças contra mulheres.
Um dos pontos que chamam a atenção é o registro de 14 prisões por descumprimento de medidas protetivas de urgência, determinações judiciais destinadas a resguardar mulheres em situação de violência.
Também foram registradas três prisões relacionadas a tentativas de feminicídio, crime caracterizado pela tentativa de matar uma mulher por razões da condição do sexo feminino, nos termos da legislação penal.
Operação mobilizou quase 200 policiais
A ofensiva contou com 195 policiais, 95 viaturas e a realização de 88 diligências em diferentes regiões do Tocantins.
As ações tiveram como foco a localização e prisão de suspeitos, o cumprimento de determinações judiciais, a apuração de denúncias e o atendimento a mulheres vítimas de violência.
A Operação Mulher Segura integra uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
A iniciativa busca ampliar a resposta das forças policiais aos crimes praticados contra mulheres, fortalecer o cumprimento de medidas protetivas e melhorar o acolhimento às vítimas.
Segundo a SSP, as atividades de enfrentamento à violência contra a mulher estão previstas para continuar ao longo de 2026.
Quase 2 mil pessoas alcançadas por ações educativas
Além das prisões, a operação desenvolveu atividades de prevenção e conscientização.
Durante outubro, foram realizadas 34 ações educativas e campanhas de orientação, que alcançaram aproximadamente 1.950 pessoas.
As iniciativas abordaram os diferentes tipos de violência contra a mulher, os direitos das vítimas, a importância da denúncia e os serviços disponíveis na rede de proteção.
O secretário estadual da Segurança Pública, Luciano Barbosa de Souza Cruz, afirmou que a operação integra os esforços para ampliar a proteção às mulheres.
“Estamos fortalecendo a atuação das forças de segurança no estado, ampliando as ações de prevenção, o atendimento às vítimas e o combate à violência contra a mulher”, declarou.
Saiba onde denunciar a violência contra a mulher
Mulheres vítimas de violência ou pessoas que tenham conhecimento de situações de agressão, ameaça ou descumprimento de medidas protetivas podem procurar os seguintes canais:
180: Central de Atendimento à Mulher, com atendimento gratuito e sigiloso, 24 horas por dia.
190: Polícia Militar, para situações de emergência.
153: Guarda Metropolitana.
(63) 3212-7399: Casa da Mulher Brasileira.
(63) 99256-6614: Ouvidoria da Mulher.
A denúncia pode ser feita pela própria vítima ou por terceiros que tenham conhecimento da situação.
Ação reuniu forças estaduais e municipais
A operação contou com a participação da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, Guarda Metropolitana de Palmas, Detran e Agência de Trânsito, Transporte e Mobilidade (ATTM).
Também participaram o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), as secretarias estadual e municipal da Mulher e a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), vinculada ao Tribunal de Justiça do Tocantins.
A atuação conjunta teve como objetivo ampliar a presença das forças de segurança, o atendimento às vítimas e a responsabilização dos envolvidos em crimes de violência contra a mulher.
Fonte: AF Noticias
