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17 cidades do Tocantins receberam vacina contra dengue que teve aplicação suspensa; veja quais

Notícias do Tocantins – A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, cuja aplicação foi suspensa temporariamente pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (08/06), chegou a ser utilizada em 17 municípios do Tocantins como parte de uma estratégia especial de enfrentamento à doença na região do Médio Norte Araguaia.

A medida anunciada pelo governo federal tem caráter preventivo e foi adotada após o registro de 42 episódios de reações adversas graves temporalmente associadas à vacinação. Os casos estão sob investigação e, até o momento, o Ministério da Saúde afirma que não há comprovação de relação de causa e efeito entre a vacina e os eventos registrados.

No Tocantins, o imunizante integrou uma ação considerada inédita pelo Estado. Em abril deste ano, a Secretaria Estadual da Saúde ampliou temporariamente a vacinação para pessoas de 15 a 59 anos em municípios considerados prioritários devido ao cenário epidemiológico da dengue na região.

A estratégia contemplou os municípios de Aragominas, Araguaína, Araguanã, Babaçulândia, Barra do Ouro, Campos Lindos, Carmolândia, Darcinópolis, Filadélfia, Goiatins, Muricilândia, Nova Olinda, Pau D’Arco, Piraquê, Santa Fé do Araguaia, Wanderlândia e Xambioá.

A campanha teve início com um Dia D de vacinação realizado em 18 de abril e foi direcionada à população entre 15 e 59 anos, faixa etária normalmente não contemplada pela estratégia nacional de vacinação contra a dengue. O objetivo era ampliar rapidamente a cobertura vacinal em uma das regiões mais afetadas pela circulação do vírus e reduzir o risco de casos graves da doença.

Em Araguaína, por exemplo, a vacinação ocorreu em todas as Unidades Básicas de Saúde e utilizou justamente a vacina do Instituto Butantan, apresentada como um imunizante de dose única e com proteção contra os quatro sorotipos da dengue. Cerca de 6 mil doses foram aplicadas na cidade.

Suspensão não afeta vacina aplicada rotineiramente pelo SUS

O Ministério da Saúde reforçou que a suspensão anunciada nesta semana envolve exclusivamente a vacina do Butantan utilizada em projetos específicos e em grupos determinados.

A vacina contra a dengue oferecida regularmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos continua sendo aplicada normalmente em todo o país e não faz parte da investigação em andamento.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aproximadamente 500 mil doses da vacina do Butantan já haviam sido aplicadas quando os sistemas de vigilância identificaram os 42 episódios de reações adversas graves que motivaram a suspensão temporária da estratégia.

Entre os registros analisados há três casos considerados graves, incluindo dois óbitos que seguem em investigação. O governo federal enfatiza, porém, que ainda não existem evidências que permitam atribuir as ocorrências à vacina.

Pessoas vacinadas não precisam se preocupar

O Ministério da Saúde informou que quem recebeu a vacina continua protegido contra a dengue e não há recomendação para qualquer medida adicional neste momento.

As doses já distribuídas aos estados e municípios não serão descartadas e permanecerão armazenadas enquanto o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan aprofundam a investigação sobre os casos registrados.

A decisão de interromper temporariamente a vacinação foi aprovada pelo Comitê Nacional de Farmacovigilância como medida de precaução até a conclusão das análises técnicas sobre os eventos notificados.

Fonte: AF Noticias