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Grupo de 25 pessoas é denunciado por esquema de R$ 10 milhões com golpes digitais no Tocantins

Notícias do Tocantins – O Ministério Público do Tocantins (MPTO) denunciou 25 pessoas investigadas na Operação Falsum Imperium por suposto envolvimento em um esquema de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 10 milhões.

A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Araguatins, com base em investigação realizada em conjunto com a 10ª Delegacia de Polícia Civil do município.

Segundo o promotor de Justiça Paulo Sérgio Ferreira de Almeida, o grupo criava páginas e anúncios falsos que imitavam sites e serviços de empresas conhecidas para atrair consumidores interessados, principalmente, na compra de passagens aéreas e rodoviárias, pacotes turísticos e outros produtos.

As campanhas fraudulentas teriam alcançado mais de três milhões de usuários nas redes sociais. A investigação identificou ainda 1.310 transações destinadas ao pagamento de publicidade digital, que somaram R$ 55,8 mil.

A estratégia, conforme a denúncia, era impulsionar ofertas falsas e direcionar as vítimas para páginas de pagamento ou canais que simulavam atendimento empresarial, inclusive por meio do WhatsApp Business. Os valores eram pagos principalmente via Pix e boletos e encaminhados a contas controladas ou utilizadas pelo grupo.

Esquema teria quatro núcleos

De acordo com o MPTO, a estrutura funcionava de forma organizada, com divisão de tarefas. A denúncia aponta quatro núcleos: comando; recrutamento e gestão de contas; movimentação e triangulação financeira; e núcleo familiar e de blindagem patrimonial.

As investigações indicam que terceiros eram recrutados para fornecer documentos e dados pessoais usados na abertura de empresas e contas digitais. Depois, o dinheiro obtido com os golpes teria passado por sucessivas transferências e operações para dificultar o rastreamento.

Parte dos recursos, segundo a apuração, teria sido convertida em criptoativos. Outra parcela teria sido incorporada a atividades comerciais e utilizada na compra de veículos e imóveis.

Milhões em movimentações consideradas atípicas

A investigação financeira identificou movimentações consideradas atípicas em diferentes contas. Entre os valores destacados estão mais de R$ 4,4 milhões movimentados por uma empresa comercial, R$ 2,37 milhões em conta ligada a um policial penal e R$ 732 mil relacionados a um técnico em enfermagem.

Essas movimentações integram o conjunto de elementos apresentados pelo Ministério Público para sustentar a acusação de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

MP pede prisões e perda de patrimônio

Os 25 investigados foram denunciados, conforme a participação atribuída a cada um, por crimes relacionados a organização criminosa, estelionato qualificado por fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

Segundo o MPTO, a denúncia individualiza as condutas e distribui os acusados de acordo com as funções que teriam exercido dentro do esquema.

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público requereu à Justiça medidas como prisões preventivas, perda de bens vinculados aos crimes e perda alargada de patrimônio, com o objetivo de recuperar valores apontados como provenientes das atividades ilícitas.

Em relação aos servidores públicos denunciados, o MPTO também pediu a perda dos cargos em caso de eventual condenação.

Fonte: AF Noticias