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Falsa central bancária tira R$ 300 mil de moradora de Palmas; operação mira grupo criminoso

Notícias de Palmas – Uma operação da Polícia Civil do Tocantins avançou sobre um grupo suspeito de aplicar o golpe da falsa central bancária e provocar prejuízo de cerca de R$ 300 mil a uma moradora de Palmas. A ofensiva foi deflagrada nesta quarta-feira, 1º de julho, em quatro cidades do estado de São Paulo.

Batizada de Operação Last Call, a ação cumpriu mandados em São Paulo, Guarulhos, Jundiaí e Itu. O objetivo é desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e movimentação de recursos obtidos por meio de golpes bancários.

A investigação é conduzida pela Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos de Palmas e integra a Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Vítima perdeu cerca de R$ 300 mil

As apurações começaram no fim de 2024, depois que uma moradora de Palmas foi abordada por criminosos que se apresentaram como funcionários de uma instituição financeira.

Durante a ligação, os golpistas afirmaram que haviam identificado movimentações suspeitas na conta bancária da vítima e orientaram a realização de supostos procedimentos de segurança.

Convencida de que estava protegendo o próprio dinheiro, a mulher concedeu permissões de acesso e realizou transferências para contas indicadas pelos criminosos. O prejuízo chegou a aproximadamente R$ 300 mil.

Segundo a Polícia Civil, esse tipo de fraude geralmente começa com uma ligação telefônica que simula o atendimento oficial de um banco. Os criminosos mencionam compras inexistentes, transferências suspeitas ou tentativas de invasão e pressionam a vítima a agir rapidamente.

Na prática, os procedimentos orientados pelos golpistas permitem o acesso às contas bancárias ou fazem com que o próprio cliente transfira dinheiro para contas controladas pelo grupo.

Nove investigados

Ao longo do inquérito, a polícia identificou nove suspeitos de integrar a organização criminosa. Todos residem no estado de São Paulo.

O grupo é investigado por organização criminosa, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou medidas cautelares à Justiça. A 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas autorizou o cumprimento de 15 mandados, sendo um de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. Durante a operação, foi preso preventivamente J.M.F.M., de 43 anos.

Os policiais também apreenderam celulares, notebooks, máquinas de cartão, chips telefônicos, cartões bancários em nome de terceiros e outros equipamentos eletrônicos que, segundo a investigação, teriam sido utilizados nas fraudes.

A operação também prevê o bloqueio e o sequestro de valores mantidos em contas bancárias e carteiras de ativos digitais ligadas aos investigados. A medida busca atingir a estrutura financeira do grupo e recuperar parte dos recursos obtidos ilegalmente.

Estrutura criminosa

O delegado-chefe da DRCC de Palmas, Lucas Brito Santana, afirmou que a investigação permitiu identificar a estrutura do grupo e reunir elementos para responsabilizar os suspeitos.

O trabalho investigativo permitiu identificar a estrutura criminosa responsável pela fraude e reunir elementos suficientes para responsabilizar seus integrantes. Além do cumprimento dos mandados, buscamos retirar da organização os recursos obtidos ilicitamente, reduzindo sua capacidade financeira e operacional”, declarou.

A operação mobilizou cerca de 60 policiais civis do Tocantins e de São Paulo.

Após os procedimentos policiais, o homem preso foi encaminhado ao sistema prisional paulista. Ele permanecerá à disposição da Justiça até o recambiamento ao Tocantins.

O inquérito deve ser concluído nos próximos dias.

O nome Last Call, que significa “Última Chamada”, faz referência às ligações fraudulentas utilizadas pelo grupo para enganar as vítimas e simular o atendimento de centrais bancárias.

Fonte: AF Noticias