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Após exame de sanidade, mulher que matou jovem por ciúmes do ex pega 15 anos de prisão em Araguaína

Notícias de Araguaína  Kelly Diniz da Silva foi condenada a 15 anos, sete meses e 15 dias de prisão pelo homicídio de Geovanna Victoria Moreira da Silva, de 24 anos, em Araguaína. O crime ocorreu em janeiro de 2024 e, segundo a acusação, foi motivado por ciúmes.

O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri da comarca de Araguaína no dia 28 de agosto. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. A Justiça também determinou o início imediato do cumprimento da condenação, mas a defesa ainda pode recorrer.

Vítima tentou fugir

O crime aconteceu na noite de 21 de janeiro de 2024, em uma residência localizada na Rua das Gaivotas, no Setor Maracanã.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Tocantins (MPTO), Kelly e Romário Pereira da Silva mantiveram um relacionamento conturbado, marcado por agressões, ameaças e registros policiais de violência doméstica. Na época do crime, eles estavam separados.

Kelly teria ido à residência do ex-companheiro para buscar pertences pessoais e encontrou Geovanna no imóvel. Conforme a acusação, tomada por ciúmes, ela pegou uma faca e avançou contra a jovem.

Romário tentou impedir o ataque, mas também foi esfaqueado, sofrendo perfurações no tórax e no rosto. Geovanna correu para fora da casa, mas foi alcançada e atingida no pulmão e no coração. Ela morreu no local. Romário caiu na calçada e foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Ainda segundo a denúncia, após o crime, Kelly gravou um vídeo e o enviou a uma terceira pessoa. Quando a Polícia Militar chegou, ela estava no local com um facão nas mãos e foi presa em flagrante.

Kelly foi denunciada pelo MPTO por homicídio qualificado por motivo torpe contra Geovanna e por lesão corporal qualificada contra Romário.

Primeiro júri foi suspenso

O julgamento havia começado em 28 de outubro de 2025, mas foi interrompido após a defesa solicitar a instauração de um incidente de insanidade mental. Antes da suspensão, foram ouvidos testemunhas, a acusada e Romário, sobrevivente do ataque. O AF Notícias acompanhou a suspensão do júri.

A perícia realizada pela Junta Médica Oficial do Tribunal de Justiça concluiu que Kelly possui transtornos psiquiátricos, mas que eles não retiravam sua capacidade de entender o caráter ilícito dos atos praticados.

O laudo classificou a ré como imputável e afastou as hipóteses de inimputabilidade e semi-imputabilidade. Após a homologação do exame, o processo voltou a tramitar e um novo julgamento foi marcado.

No júri realizado no dia 28, os jurados acolheram a acusação apresentada pelo MPTO e reconheceram a responsabilidade de Kelly pelo homicídio. A pena foi fixada em 15 anos, sete meses e 15 dias de prisão.

Fonte: AF Noticias