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Desembargador do TRE critica número de municípios no Tocantins: ‘empobrece o estado’

Notícias do Tocantins – O desembargador João Rodrigues Filho, do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), criticou a quantidade de municípios no estado e afirmou que o modelo atual compromete a eficiência do gasto público. A declaração foi feita durante sessão da Corte realizada nesta terça-feira (28) e ganhou repercussão após circular nas redes sociais.

Ao justificar a crítica, o magistrado fez um comparativo com o Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o Tocantins, com cerca de 1,6 milhão de habitantes, possui 139 municípios, enquanto o estado vizinho, com território maior e aproximadamente 2,9 milhões de habitantes, tem apenas 92 cidades.

“Eu sou um crítico desse número de municípios que nós temos. Eu acho que nós estamos empobrecendo o estado”, afirmou. Em outro trecho, completou: “Mato Grosso do Sul tem 92 municípios e o Tocantins tem 139. Essa proliferação de municípios só extrai nossos recursos”.

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Impacto nos cofres públicos

O desembargador também destacou o custo da estrutura administrativa municipal. Segundo ele, cada cidade exige uma composição mínima de cargos políticos e administrativos, o que amplia as despesas fixas.

“Cada município desses, no mínimo, um prefeito, um vice, nove vereadores, vários secretários […] o município leva todo seu dinheiro para pagar essas despesas que às vezes não retornam ao cidadão”, disse.

A avaliação do magistrado é de que grande parte dos recursos transferidos aos municípios acaba sendo consumida pela própria máquina pública, reduzindo o investimento em serviços essenciais.

Repercussão e esclarecimento

No dia seguinte, durante nova sessão, João Rodrigues afirmou que não recua das declarações, mas fez questão de contextualizar o comentário após a repercussão.

“Não retiro nada do que disse. Realmente é aquilo que penso”, declarou. Ele explicou que a fala surgiu a partir de um debate sobre pequenos municípios e negou que tenha sido uma manifestação desconectada do tema discutido.

“Não é um palpite sem fundamento. Foi dentro de um contexto. É uma análise crítica que, como cidadão, acho que podemos fazer”, acrescentou.

Debate sobre divisão territorial

Sem propor medidas concretas, o magistrado defendeu que o tema seja revisto no país. “É uma crítica que eu faço aos municípios em si, mas a nós brasileiros, que deveríamos repensar essa divisão”, concluiu.

Fonte: AF Noticias