Greve dos professores se agrava e Sintet denuncia bloqueio de acesso às escolas em Arapoema
Notícias do Tocantins – A greve dos professores da rede municipal de Arapoema, iniciada em 29 de maio, ganhou um novo capítulo nesta semana após o sindicato da categoria denunciar que unidades escolares tiveram as fechaduras substituídas pela gestão municipal, impedindo o acesso de servidores aos prédios públicos.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), a medida teria sido adotada pela Secretaria Municipal de Educação em meio ao impasse nas negociações que motivou a paralisação. A entidade afirma que mais de 700 estudantes permanecem sem aulas enquanto não houver acordo entre a categoria e a administração municipal.
A denúncia foi feita pela presidente do Sintet Regional de Colinas, Alexandra Machado, que classificou a situação como um agravamento do conflito.
“O secretário municipal de Educação de Arapoema, Neurivan Sousa, trocou todas as fechaduras das portas escolares e trancou as unidades escolares, proibindo até mesmo o acesso do próprio professor à sala de aula. Esse é o nível a que chegou o andamento da greve aqui em Arapoema”, afirmou a dirigente sindical.
De acordo com o sindicato, desde o início do movimento grevista vinha sendo mantido o percentual mínimo de funcionamento previsto na legislação para serviços essenciais. No entanto, após a troca das fechaduras, os profissionais teriam sido impedidos de acessar as escolas, impossibilitando a continuidade das atividades que ainda estavam sendo realizadas.
A paralisação foi deflagrada após reivindicações da categoria relacionadas às condições de trabalho e demandas funcionais. O Sintet sustenta que, até o momento, não houve avanço nas negociações nem apresentação de propostas consideradas suficientes para encerrar o movimento.
“Diante da inércia da atual gestão em dialogar com o sindicato e com a categoria, buscando mecanismos para que os professores retornem às salas de aula e os alunos aos espaços escolares, os trabalhadores permanecem em greve. Trata-se de uma luta legítima, contínua e permanente pelos direitos dos professores de Arapoema”, declarou Alexandra Machado.
Câmara convoca audiência pública para discutir impasse
Em meio ao cenário de paralisação e à suspensão das atividades escolares, a Câmara Municipal de Arapoema promove na próxima quarta-feira, 10 de junho, às 19h, uma audiência pública para debater o conflito entre os profissionais da educação e o poder público municipal.
O convite foi encaminhado ao sindicato, que pretende participar da discussão e mobilizar a comunidade escolar para acompanhar os debates.
“Convidamos toda a população de Arapoema para conhecer a realidade e a verdade vividas pelos professores, e não as informações inverídicas que vêm sendo divulgadas pela gestão municipal sobre os direitos da categoria”, afirmou a presidente do Sintet Regional de Colinas.
A dirigente também voltou a criticar a condução do movimento por parte da administração municipal.
“Nossa luta é legítima. Em vez de sentar e dialogar com a categoria, o secretário optou por trocar as fechaduras das escolas e impedir o acesso dos professores. O cidadão e a cidadã arapoemense precisam conhecer as dificuldades que esses profissionais estão enfrentando diante de uma gestão que insiste em não negociar”, disse.
Categoria aguarda posicionamento da prefeitura
Os professores realizaram uma assembleia nesta segunda-feira (8) para avaliar os rumos da greve e discutir os próximos encaminhamentos do movimento.
Segundo o sindicato, a expectativa é que a Prefeitura de Arapoema apresente uma manifestação oficial e uma proposta capaz de atender às reivindicações da categoria e permitir o retorno das atividades escolares.
Enquanto não houver avanço nas negociações, a greve permanece mantida, prolongando a interrupção das aulas e afetando centenas de estudantes da rede municipal de ensino.
Outro lado
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Arapoema e da Secretaria Municipal de Educação sobre as denúncias apresentadas pelo sindicato, especialmente em relação à troca das fechaduras das escolas e às negociações com os profissionais da educação.
Fonte: AF Noticias

