Mais de 40% das gestantes desconhecem as vacinas recomendadas na gravidez, diz pesquisa
Notícias do Tocantins – Quatro em cada dez gestantes brasileiras desconhecem a existência de um calendário específico de vacinação para a gravidez, período em que a imunização protege não apenas a mulher, mas também o bebê nos primeiros meses de vida.
O dado faz parte de um levantamento realizado pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), a pedido da Pfizer, com 530 gestantes de todas as regiões do país. Segundo o levantamento, 58% das entrevistadas conheciam o calendário voltado às grávidas, enquanto 41% não sabiam da orientação ou acreditavam que deveriam seguir apenas o esquema indicado para mulheres da mesma faixa etária.
O resultado reforça a importância de abordar a vacinação desde as primeiras consultas do pré-natal. Ao receber os imunizantes indicados, a gestante reduz o risco de doenças e também pode transferir anticorpos ao bebê durante a gravidez.
“É fundamental que as gestantes tenham acesso à informação e sejam orientadas sobre a importância da vacinação durante o pré-natal. Os profissionais da área têm um papel essencial nesse processo, esclarecendo dúvidas e reforçando a necessidade de manter a caderneta atualizada”, afirma o infectologista e consultor médico do Sabin no Tocantins, Rafael Nogueira.
Calendário inclui vacinas contra gripe, covid-19 e VSR
O Calendário Nacional de Vacinação de 2026 recomenda que, assim que descobrir a gravidez, a mulher procure um serviço de saúde para avaliar a caderneta e completar as doses necessárias conforme o histórico vacinal.
Entre os imunizantes previstos estão as vacinas contra hepatite B e difteria e tétano, ambas com esquema de até três doses, conforme o histórico da paciente. Também são recomendadas uma dose da vacina contra a influenza por temporada e uma dose contra a covid-19 em cada gestação.
A partir da 20ª semana, a gestante deve receber uma dose da dTpa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche. A aplicação precisa ser feita em todas as gestações, mesmo que a mulher já tenha sido vacinada anteriormente.
Outra recomendação é a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), indicada pelo Ministério da Saúde a partir da 28ª semana de gravidez. O imunizante ajuda a proteger o bebê contra bronquiolite, pneumonia e outras complicações respiratórias nos primeiros meses de vida.
“A vacina dTpa é indicada a partir da 20ª semana de gestação, enquanto a vacina contra o VSR deve ser aplicada a partir da 28ª semana”, explica Rafael.
Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), quando o parto ocorre menos de 14 dias após a vacinação materna contra o VSR, pode não ter havido tempo suficiente para a transferência dos anticorpos. Nessa situação, o pediatra poderá avaliar a necessidade de administrar um anticorpo monoclonal no bebê.
Febre amarela exige avaliação individual
A vacina contra a febre amarela não é indicada de forma rotineira para todas as gestantes. A aplicação deve ser considerada em situações excepcionais, como residência ou viagem para áreas de risco epidemiológico, sempre após avaliação do serviço de saúde sobre os benefícios e os possíveis riscos.
A orientação médica é importante porque nem todos os imunizantes podem ser administrados durante a gravidez. Antes de receber qualquer vacina, a gestante deve informar sua condição e apresentar a caderneta para que o esquema seja avaliado individualmente.
Pré-natal deve começar no início da gravidez
A vacinação faz parte dos cuidados previstos no pré-natal, que deve começar assim que a gravidez for confirmada, preferencialmente até a 12ª semana.
O Ministério da Saúde orienta que as consultas sejam mensais até a 28ª semana, quinzenais entre a 28ª e a 36ª semana e semanais na fase final da gravidez. O acompanhamento inclui exames, avaliação da saúde da mãe e do bebê e orientações para prevenir complicações.
Além das unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), a vacinação também é oferecida na rede particular. Os serviços disponíveis, as marcas dos imunizantes e as formas de atendimento podem variar conforme o estabelecimento.
Sabin no Tocantins
Segundo a empresa, o Sabin está presente no Tocantins desde 2012 e possui 15 unidades em Palmas, Araguaína, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins, Gurupi, Guaraí e Colinas do Tocantins. O serviço de vacinação é oferecido exclusivamente na unidade matriz, em Palmas.
Fonte: AF Noticias

