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Trio que saiu da Bahia para executar rivais no Tocantins é denunciado e pode pegar mais de 90 anos

Notícias do Tocantins – O Ministério Público do Tocantins (MPTO) denunciou três homens suspeitos de envolvimento em um ataque a tiros que deixou uma pessoa morta e outra ferida no centro de Dianópolis. Segundo a investigação, o crime teria sido motivado por uma disputa territorial entre facções criminosas rivais.

Os acusados responderão por homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, participação em organização criminosa armada, corrupção de menor, porte ilegal de armas de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Um deles também foi denunciado por receptação e desobediência.

De acordo com a denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Dianópolis, os investigados teriam saído do oeste da Bahia e seguido até a cidade tocantinense na noite de 30 de maio de 2026 com a missão de executar integrantes de um grupo rival.

O ataque ocorreu em uma via pública na região central. As vítimas trafegavam em uma motocicleta quando foram surpreendidas pelos disparos. Uma delas morreu ainda no local. A segunda foi socorrida e conseguiu sobreviver.

Após o crime, o grupo teria fugido em um automóvel com placa adulterada. O veículo foi localizado e interceptado pela Polícia Militar. Durante a abordagem, os policiais apreenderam duas armas de fogo e prenderam os suspeitos em flagrante.

As investigações também apontaram a participação de um adolescente na ação criminosa, o que levou à inclusão do crime de corrupção de menor na denúncia.

Ataque teria dificultado reação das vítimas

O MPTO sustenta que o homicídio e a tentativa de homicídio foram cometidos por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa das vítimas.

A acusação também aponta que os disparos provocaram perigo comum e teriam sido realizados com arma de fogo de uso restrito, circunstâncias que podem aumentar as penas em caso de condenação.

Somadas, as penas máximas previstas para todos os crimes podem ultrapassar 90 anos de prisão para cada denunciado. A punição definitiva, no entanto, dependerá da análise das provas, do julgamento pelo Tribunal do Júri e da dosimetria individual realizada pela Justiça.

Os três acusados permanecem presos preventivamente. Caso a denúncia seja recebida e eles sejam pronunciados ao final da primeira fase do processo, serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Investigação reuniu forças de segurança e Ministério Público

A denúncia é resultado da atuação conjunta das forças policiais e do Ministério Público, desde o atendimento da ocorrência e a prisão em flagrante até a realização das diligências que buscaram esclarecer a dinâmica do ataque, a possível motivação e a participação de cada investigado.

Fonte: AF Noticias