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Ponte em Pedro Afonso: cinco meses depois, promessas ainda não foram cumpridas pelo DNIT

Notícias do Tocantins – Quase cinco meses após a interdição da ponte da BR-235 sobre o Rio Tocantins, entre Pedro Afonso e Tupirama, representantes de entidades da região vão se reunir nesta terça-feira (06/10) com o Ministério Público Federal (MPF) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para cobrar o cumprimento das medidas anunciadas para reduzir os impactos da restrição.

O encontro está marcado para as 14h, na sede do MPF, em Palmas, e será mediado pelo procurador da República no Tocantins, Álvaro Manzano.

A reunião deve colocar em discussão principalmente as providências que, apesar de anunciadas, ainda não foram efetivamente implantadas.

Das ações apresentadas pelo diretor de Infraestrutura Rodoviária do DNIT, Fábio Pessoa da Silva Nunes, apenas a liberação da ponte para veículos leves havia sido concretizada até o início desta semana.

Entre as medidas ainda pendentes está o lançamento do edital para construção de uma nova ponte sobre o Rio Tocantins. A licitação havia sido prevista para agosto. O projeto anunciado prevê uma estrutura duplicada, já preparada para uma futura duplicação da BR-235.

Outra promessa é a disponibilização de quatro balsas para garantir gratuitamente a travessia de cargas e pessoas pelo Rio Tocantins.

Também permanece pendente a contratação das empresas responsáveis pela construção de duas pontes de concreto e pela recuperação da TO-010, utilizada como uma das principais rotas alternativas desde a interdição da BR-235.

O planejamento anunciado prevê intervenções no trecho de terra entre Pedro Afonso e Tocantínia, além do recapeamento da parte pavimentada entre Tocantínia e Lajeado.

A situação da TO-010 também preocupa usuários. A rodovia enfrenta problemas de poeira no período seco e possui pontes de madeira que aumentam os riscos para quem precisa utilizar o desvio em direção a Palmas e outras regiões.

A comissão que participará da reunião desta terça-feira é a mesma responsável pela organização da audiência pública realizada em Pedro Afonso, em agosto. O encontro reuniu mais de mil pessoas para discutir os prejuízos provocados pela interdição, alternativas para a mobilidade e os reflexos no escoamento da produção regional.

A ponte da BR-235 foi interditada em maio deste ano, alterando a rotina de moradores, produtores rurais, transportadores e empresas que dependem da ligação entre os municípios e do corredor rodoviário.

Com a demora na execução das providências anunciadas, a reunião no MPF deve servir para cobrar do DNIT um posicionamento sobre prazos, licitações e medidas emergenciais.

Comissão

A Comissão Interinstitucional de Coordenação das Ações Relacionadas à Interdição da Ponte da BR-235 reúne a Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (Coapa), Sindicato Rural de Pedro Afonso e Região (Sirpar), Prefeitura e Câmara Municipal de Pedro Afonso, Associação Comercial e Industrial de Pedro Afonso (Acipa), além dos movimentos Pró-BR-235 e Pró-TO-010.

Fonte: AF Noticias